Eu queria voar alto.
Tão alto que os olhos
Não pudessem me ver.
E ir alem dos horizontes
Azuis, infinitos.
Livre como um pássaro
Pois meu coração não tem amarras.
E meus passos não tem destino.
As vezes, tambem queria,
Ter um laguinho
De águas claras, cristalinas
Para em dias primaveris,
Poder soltar meus barcos de papel,
Imaginando caravelas
A singrar os mares
Em busca de novos mundos,
Novos destinos.
E ficar olhando eles sumirem
Levados pelo vento.
Levando-me embora
Para talvez reencontrar
O menino que um dia eu fui.
Escrevi este poema em 2004, e o usarei como carro-chefe do livro que um dia talvez eu publique. Escolhi "Barcos de papel" porque é um poema simples e que gostei muito de fazer, não sei se um dia chegarei a publicar meus poemas, nem sei se terei alguem interessado em lê-los, mas, se isso acontecer, "Barcos de papel" emprestará o titulo...








