quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A INFLUÊNCIA DA MÚSICA NA DECADÊNCIA DOS SENTIMENTOS

Recentemente recebi de um amigo, um Powerpoint que retratava a decadência da musica brasileira. Iniciava lá nos anos 40 até os dias de hoje. achei interessante, trágico, mas interessante e, isto me levou a escrever este post.

Esse é um assunto que até já estou chateado de falar, falta de sentimento, respeito, companheirismo entre as pessoas e tambem do que as rádios nos empurram "ouvido abaixo". mas é impossivel não notar o "caos cultural" que vivemos, toda a hora que somos obrigados a ouvir as radios rodando seus "sucessos" da hora, com melodias e letras impossiveis de se aturar.

Eu não sei se sou um homem que parou no tempo ou se simplismente não me encaixo na "evolução" que o mundo me apresenta. Sim, estou fora do círculo social de festas há muitos anos mas, esta foi uma opção que tomei porque já não me encaixava no contexto atual que se apresentava naquela época. Hoje então "Deus me livre". Converso com amigos baladeiros e o que me dizem que o que rola é o ninguem é de ninguem, nem mesmo músicas lentas tocam em festas. Eu nunca fui um "pé de valsa" mas, me defendia bem em uma música lenta, então hoje o que iria fazer numa festa???

Vocês que me conhecem devem estar pensando: "_O que este roqueiro filho da mãe entende por música romântica? Será que ele quer namorar ao som do Sepultura???"

Sim, sou um roqueiro graças a Deus. mas quem me conhece sabe que sou um cara super eclético, escuto tudo que é música boa, desde a mais radical até a gaúcha mais bagual. O que me refiro, é que esta "Sodoma e Gomorra" que vivemos, está matando (acho que já matou) um dos atos mais deslumbrantes da natureza, o ritual da conquista. Não quero ser muito radical mas, hoje um cara pega uma garota, dá dois ou três beijos e já pega outra, esta outra tambem já beijou outros trinta caras na mesma festa. Onde está o sentido nessa promiscuidade toda? Me responda quem puder.

Mas este post é pra falar de "músicas" e estou fugindo do assunto. Não imagino como seja conversar com uma garota ao som destas pérolas:


" Nossa... nossa... ao se eu te pego... delícia... delícia...assim você me mata..."

"Carro de apaixonado tem que ter um som..."

"Casa das tias... casa dos machos... (Uma é ruim, duas então quem aguenta???)"

"É o pente... é o pente... é o pente..."

PELO AMOR DE DEUS, PROIBAM ESTAS COISAS...


As mulheres reclamam que não existem mais homens românticos hoje em dia, mas a culpa não é só de nós homens. Grande parcela da culpa é delas mesmas que se deixaram chamar de cachorras e ao inves de lincharem o FDP que escreveu o primeiro funk com este termo, até gostaram, e dançaram rebolando a bunda (quem diz que pra ser sensual têm que ficar mostrando a bunda?) deliciando-se com este "sucesso".

Por que as rádios não tocam músicas boas? quem escuta hoje em dia uma música do Fábio Jr. Roupa nova, Roberto Carlos, em uma rádio? Em compensação Aviões, bondes, Telós, Luan santana, Tchês, e toda a gama se "sertanejos universitarios" que estão acabando com a boa música sertaneja de raiz, têm 100% de espaço. Eu me pergunto (continuo me perguntando) até onde vai essa ignorância cultural que estamos atolados?

Me admiro muito que tenha alguma mente tão torta pra escrever "músicas" como as que citei acima e ainda tenha uma gravadora que grave e o pior, tenha alguem que ligue pra uma rádio pedindo pra escutar um lixo desses.

Vou terminar meu post por aqui, antes que cause muita polêmica. Ah! notaram que eu não pedi que as rádios toquem rock????


sábado, 15 de outubro de 2011

A palheta...


 
Eu olho pra essa palheta amarela, da SG, 0,9mm de espessura, nem muito rígida nem muito flexível, uma ótima palheta. As vezes, enquanto admiro a sua beleza, imagino que ela é mágica, e me dá o poder de impressionar as pessoas com a minha música. Isso não passa de besteira, claro. Mas essa palheta de certa forma é importante pra mim, é importante pra minha música, é importante pro violonista e pro guitarrista que sou,(baterista e tecladista também mas não se aplica nesse caso). 
 
Garota, essa palheta me lembra você, ela fez eu me sentir especial, fez eu sentir como se minhas ideias não fossem inúteis, ou estúpidas, e sim úteis e inteligentes. Por mais que e não tenha executado a maior parte dessas ideias, eu me senti especial. 
É uma relação interessante essa com minha palheta, a cada nova ideia, a cada novo solo, a cada nova música, eu sinto que ela faz as cordas obedecerem mais aos meus dedos. Não, a palheta não me obedece. Eu obedeço ela, são as minhas ideias, são as ideias dela, as cordas vibram como loucas fazendo com que meu cérebro entre em êxtase, após alguns minutos de tal experiência, meu cérebro se entorpece, as peguntas começam. Sou eu? É a minha palheta?
Não. É a fusão lisa e perfeita entre meu coração e a música. Meu cérebro não precisa intervir, é só saber que alguém está ouvindo.


Isso aqui em cima foi uma escolha livre de palavras que aconteceu logo após uma escolha livre de ideias, então, pode parecer besteira. Posso não ser o slash, mas deve ser assim que ele se sente, e um dia eu chego lá. =D

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

CIFRAS & CIFRÕES

Vivemos num mundo regido por cifrões,
A tudo se dá um preço
Tudo tem o seu régio valor
Não há nada que não se possa
Trocar por moedas.
Vivemos tempos difíceis e imprecisos
Onde até mesmo a virtude foi corrompida
E a pureza de um sorriso inocente
Já não é tão pura assim.
Há aqueles que se comprazem
Em roubar a coisa mais valiosa
Que o ser humano tem,
Sua dignidade e seu orgulho.
E há aqueles que vemdem fácil
O que não tem preço
Ou que em troca de alguns trocados
Entregam suas virtudes e sua dignidade,
Junto tambem vão suas lágrimas
E se ninguem vê, nem dão o valor
A pureza maculada,
Darão valoa a lágrimas?

Escrevi este poema sombrio em 2008, baseado tambem na condição humana, nas suas falhas e virtudes. Mas, acredito que este seja um poema muito verdadeiro, pois fala de coisas que vemos todos os dias nas ruas de nossas cidades. A tudo se dá um preço, ate mesmo a inocencia de uma criança...

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

MUITO ALÉM DAS AMPULHETAS

O tempo se esvai
Muito alem das ampulhetas
E escoa por entre os dedos
Sem que se possa fazer nada.
Ora lento, ora depressa
Só dependendo do nosso estado de ânimo,
O tempo segue, paulatinamente
Sua estrada,
Sem nada que possa mudá-lo
Ou pará-lo,
Não se pode fazer o tempo parar
E nem fazê-lo retroceder,
Apenas há momentos em que
Podemos dar uma pausa no tempo
Seja no mergulho de um olhar
Ou no sabor de um beijo
Apaixonado...


Este é um poema de 2008. Fala de tempo, principalmente de tempo perdido. Este tempo pode ser interpretado de uma maneira subliminar, por outras coisas, tipo gestos inuteis, palavras inuteis que de pois de ditas são impossíveis de se voltar atraz.

sábado, 1 de outubro de 2011

UM ESTUDO DA ALMA HUMANA - GRATIDÃO

Continuando nossa saga de reflexões sobre a alma humana e suas mazelas, gostaria de falar hoje sobre a gratidão. Sim, há muitas coisas boas que ainda não falamos sobre a humanidade. Normalmente abordamos o lado negativo por que é o mais comum e é o que se sobressai.

Mas o homem tem virtudes louváveis tambem e, uma delas é a gratidão. Não aquela gratidão falsa que vemos comumente e que e mais de aparência do que de sentimento verdadeiro. mas sim, aquela gratidão que sentimos pelas coisas mais simples, mais pequenas e aparentemente de menor importância que alguem faz e nem sempre espera uma recompensa tão grande.

Vou relatar agora um fato que ocorreu comigo no ano de 2010, quando prestava serviço para o IBGE e, que me tocou de uma maneira tão intensa que até hoje me emociono ao lembrar.

Como disse, eu prestava serviço no censo 2010 e fui convidado a trabalhar na cidade de Candiota. Peguei uma região distante da zona urbana, um lugar ermo e sem recursos. Precisava sair da cidade de madrugada e só voltava tarde da noite. Para fazer o dia ser mais proveitoso e o serviço render mais, eu pulava a refeições e trabalhava até a exaustão.

Um dia, bem no final da tarde resolvi que faria apenas mais uma entrevista e encerraria a jornada. O sol já havia se posto e eu estava a uns 50 km da cidade. Cheguei a uma residência num assentamento do MST, muito, mas muito humilde. Fui recebido por um velhinho que morava com seu filho único ainda adolescente.

Ele começou a me falar de seus problemas: A esposa havia falecido de câncer há poucos meses, o menino tinha sérios problemas de saúde e precisava de uma cirurgia muito em breve e ele, enxergava muito pouco. Estavam a beira da penúria e a situação em que viviam era muito dificil. Poucas pessoas teriam coragem de lutar contra tantas adversidades e ainda mais com um sorriso no rosto. mas ele, demonstrava uma grande perseverança e nenhum rancor.

Terminado o meu serviço, veio a parte mais importante da história. Ao me despedir, contei para ele que era de outra cidade e que tinha sido voluntário pra trabalhar no municipio dele. Como de praxe, agradeci a entrevista e ele me disse: "_Sou eu que te agradeço por ter vindo 'nos contar'. Já estava preocupado pois não tinha aparecido ninguem até agora!"

Saí dali com uma lição tão grande de humildade e gratidão que me senti minusculo diante da magnitude do momento. Eu, me considerando tão sem importância, tinha feito algo tão expressivo (mesmo que tenha sido involuntariamente) para alguem de alma tão grande. Passou meu cansaço, passou minha fome e voltei para a cidade com tamanha felicidade por meu trabalho ter sido importante para alguem.

Nesse momento tambem me senti grato a Deus por ter me dado uma oportunidade tão imensa...