
Hoje a compaixão só é pregada nas igrejas
Mas os seus fiéis já não querem mais saber
De usá-la...
E o que pensar da humanidade,
Qual seu futuro, se continuar mergulhada
Nesse mar de hipocrisia, egoismo e desamor?
Fecham os olhos para não ver
Seus irmãos que sofrem e imploram por ajuda,
E na missa de domingo, rezam ao Pai
Pedindo que ele livre o mundo do mal.
Mas quando alguem bate à sua porta
Implorando piedade,
A resposta é sem pre a mesma:
"_Você mesmo cavou seu buraco...
...Agora, saia dele sozinho!"
E vem me dizer que o mal do mundo
São as drogas.
E querem combater os traficantes,
Mas não querem ver
Que o verdadeiro mal
É a solidão, o descaso e o abandono.
Se houvesse mais amor entre as pessoas
Nossas crianças não brincariam tanto
Com essa roleta russa.
E enquanto estou aqui pensando
Mais uma carreira desapareceu,
E eu continuo aqui,
Drogado e só...
Escrevi "A flor" no longíquo 2002, num dos periodos mais difíceis que já vivi. Sempre analisando as relações humanas, principalmente por seu lado mais negativo. A primeira curiosidade deste poema é o titulo, pois me veio a mente do nada. Só anos mais tarde pesquisei e descobri que a flor do lótus real tem um lado meio místico, meio misterioso, sei lá... Dizem que representa a elevação e a expansão da alma. Sei lá, mas foi um poema, mesmo que sombrio, muito gostoso de escrever.
A segunda curiosidade é que falo muito em drogas nos poemas deste periodo e neste próprio, afirmo ter escrito drogado. Graças a Deus isso foi apenas uma simbologia que usei para espressar meu estado de espirito, já que jamais tive problemas desse tipo.
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