
certa vez presenciei uma cena que me chamou muito a atenção, não o fato em si, mas por algo que aconteceu nas entrelinhas e, que me deixou a pensar e me revoltou muito com a mesquinharia em que a alma se apresenta algumas vezes.
Presenciava eu, um pequeno acidente de trânsito onde um motociclista teve uma queda e sofreu algumas escoriações leves. nada de grave que colocasse sua vida em risco mas, que precisava de atendimento de um médico e, na impossibilidade de chamar o socorro de um ambulância, cogitou-se o auxilio de uma pessoa que estava de carro no local.
Num evento fortuito como esse nem é preciso solicitar ajuda, normalmente ela é oferecida espontaneamente mas, para minha surpresa e indignação o cidadão perguntou: "_E quem me paga a gasolina?" Pô! Numa emegência uma pessoa pensar num detalhe tão pequeno como esse? É o cúmulo do egoísmo. Até me faltam palavras para definir o quão sórdido foi esse gesto.
Hoje em dia as pessoas estão cada vez mais envolvidas por uma capa de falta de amor, de fraternidade, de generosidade, enfim o egoísmo e a vontade de levar alguma vantagem, mesmo em meio a uma tregédia. É impressionante como há gente que se aproveita da desgraça alheia para obter algum proveito. Será que essas pessoas não têm receio de um dia precisarem de ajuda e esta estar condicionada a um litro de gasolina ou algo de valor tão irrisório diante de palavras como compaixão e generosidade?
Fazer algo para ajudar o próximo é tão gratificante, sempre quem ajuda fica tão ou mais feliz do que quem é ajudado. E vem um ser sem coração perguntar por um litro de gasolina diante de uma pessoa ferida? É dolorido ver até onde a alma humana pode descer...
Será que atos como este estão incrustrados na cultura brasileira? Será que os brasileiros sempre têm que levar vantagem? Vejo na televisão uma notícia que me deixa com inveja (Uma inveja boa, mas sempre uma inveja): No Japão, dinheiro, joias e ouro encontrados nas casas e destroços das vítimas do tsunami, foram entregues aos seus verdadeiros donos, sem que nada fosse subtraido por quem os encontrou. Esse é um exemplo a ser seguido...
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